sábado, 13 de agosto de 2016

Judô não alcança meta, mas treinadores ressaltam resultados positivos nos Jogos OlímpicosModalidade conquistou três medalhas, uma a menos do que em Londres 2012

André Avelar e Dado Abreu, do R7, no Rio
 
Rafael Silva foi medalha de bronze na sexta-feira (11)Thiago Bernardes / Estadão Conteúdo

Antes dos Jogos, o planejamento do COB (Comitê Olímpico do Brasil) apontava cinco medalhas vindas do judô, uma a mais do que em Londres 2012. Em tese, a modalidade seria o carro-chefe da evolução do País no quadro geral. Mas, como fim das competições no tatame o balanço final, o esporte não correspondeu às expectativas. Foram apenas três pódios com a bandeira brasileira, no ouro de Rafaela Silva, e com os bronzes de Mayra Aguiar e Rafael Silva.
Para Ney Wilson, coordenador técnico da seleção, é preciso, no entanto, analisar o desempenho específico da modalidade. “Sem dúvida nenhuma tínhamos condição de contribuir com mais medalhas. Mas, se nós olharmos para dentro do judô, apesar do número menor de medalhas conquistadas do que em Londres, mantivemos a mesma colocação, sexto em 2012 e sexto aqui no Rio”, disse.
A reflexão de que os judocas brasileiros poderiam ter ido mais longe é compartilhada pelo técnico da equipe masculina, Luis Shinohara. “Os atletas chegaram na melhor fase deles, tanto física quanto tecnicamente, mas isso aqui é uma Olimpíada e os outros países melhoraram bastante”, ressaltou.
De fato, o quadro geral no judô mostrou uma grande evolução da concorrência. “Nunca se teve 26 países conquistando medalhas”, lembrou Ney Wilson. “Foi uma competição bastante acirrada, bem competitiva e com uma distribuição mais homogênea das medalhas. Tirando o Japão, que é fora da curva, e a França, que teve um brilhante resultado no último dia [levou o ouro tanto no masculino quanto no feminino], nenhuma país teve mais do que três medalhas. Potências como Coreia do Sul, Alemanha, Holanda, Mongolia e Azerbajão mantiveram as suas médias e ficaram atrás de nós”.
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Para o próximo ciclo olímpico, visando Tóquio 2020, a seleção brasileira deverá passar por renovação e alguns atletas podem mudar de categoria, como é o caso de Sarah Menezes. A campeão olímpica em Londres deve sair do peso-ligeiro (até 48kg) e subir para o meio-leve (até 52kg). 
“Estudamos sim essa possibilidade”, garantiu Ney Wilson, que também falou sobre o processo de reformulação da seleção brasileira. “Fizemos uma série de treinamentos neste ano olímpico com atletas de até 23 anos, já pensando em uma renovação e em identificar esses talentos. Trouxemos alguns deles para o Rio, como apoio, e para que eles pudessem vivenciar esse ambiente. É uma possibilidade de crescimento desses atletas que a gente acredita possam brigar por vaga no próximo ciclo”, completou

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