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Tudo sobre Meteorito, Saiba como identificar ao achar uma pedra suspeita


Se você acha que tem um meteorito as informações desta página irão lhe ajudar. Esta página serve como um guia básico de identificação de meteoritos, e irá orientá-lo para realizar os principais testes.

Antes de mais nada...
​Para diferenciar um meteorito das demais rochas terrestres é preciso conhecer algumas características bem típicas dos meteoritos, e conhecer os três principais tipos básicos: aerólitos (ou rochosos), sideritos (ou metálicos)siderólitos (ou mistos) - respectivas imagens abaixo.

Os rochosos são os mais comuns, em geral apresentam o interior mais claro (o qual escurece com o tempo) com grãos de metal e pintinhas de cor de ferrugem (devido a oxidação do ferro). São os mais abundantes, no entanto são mais frágeis ao intemperismo, o que faz com que percam rapidamente suas características mais marcantes, dificultando sua descoberta muito tempo depois da queda.
Os metálicos são facilmente diferenciados das demais rochas terrestres por conta da sua elevada densidade e possuem o interior metálico (como aço). Diferentemente dos rochosos, podem ser encontrados muito tempo depois da queda, por serem bem mais resistentes ao intemperismo.
Os mistos correspondem ao tipo mais raro de meteorito, e são constituídos por rocha e aço.
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Meteorito rochoso. Imagem: University of Washington.
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Meteorito metálico. Imagem: University of Washington.
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Meteorito misto. Imagem: University of Washington.


​Principais características de um meteorito

Crosta de fusão

Durante a passagem atmosférica as camadas externas do meteorito fundem-se e vaporizam, ao chegar na superfície é possível notar apenas uma fina camada (em geral de 1 a 2 mm) deste material fundido, denominado crosta de fusão.
A crosta de fusão em geral é preta, mas pode apresentar outras colorações como cinza, marrom e verde. Todo meteorito recém-caído irá apresentar uma crosta de fusão evidente, que com o passar do tempo em ambiente terrestre vai ficando mais clara e se perdendo.

Observe na imagem ao lado a crosta de fusão do Meteorito NWA 1836, note a fina película escura em contraste com o interior mais claro.  
Imagem: Copyright © Meteorites Australia

Forma indefinida

Meteoritos não possuem uma forma definida, até mesmo porque antes de entrarem na atmosfera terrestre sofrem grandes alterações de formato devido às colisões cósmicas. Depois, quando penetram na atmosfera terrestre, sofrem os efeitos da ablação (queima) e geralmente fragmentação. Contudo, não são fininhos e compridos, nem redondinhos e polidos por fora, e raramente apresentam formatos aerodinâmicos.

Na imagem ao lado, meteorito NWA 978.
Imagem: Copyright © Meteorites Australia

Regmaglitos (sulcos e depressões)

Em geral, os meteoritos apresentam sulcos e depressões na superfície (regmaglitos), que se assemelham a marcas de dedos deixadas em uma massa de modelar. Os regmaglitos são consequência da ablação (queima) durante a passagem atmosférica. Meteoritos que sofrem fragmentação no final do percurso de queda apresentam menos regmaglitos, como por exemplo os meteoritos rochosos. Já nos meteoritos metálicos essa característica costuma ser bem evidente.

Na imagem ao lado, meteorito Sikhote-Alin, meteorito tipo metálico com diversos sulcos e depressões na superfície. Imagem: Copyright © Meteorites Australia

Densidade 

Em geral, os meteoritos são um pouco ou muito mais pesados do que uma rocha terrestre de tamanho similar, já que a grande maioria apresenta ferro e níquel, cuja quantidade varia para cada tipo de meteorito. Os metálicos são cerca de 3-4 vezes mais pesados do que uma rocha terrestre de tamanho similar, são basicamente constituídos por ferro e níquel. Veja a tabela dos tipos de meteoritos e suas respectivas densidades.

Magnetismo

Praticamente todos os meteoritos são atraídos por ímã, uma vez que a grande maioria deles possui ferro e níquel; são raras as exceções de meteoritos que não apresentam essa propriedade. Nos meteoritos metálicos a atração é mais forte.
Contudo, vale lembrar que nem toda pedra atraída por ímã é um meteorito. Existem inúmeras rochas terrestres que também são atraídas por ímã.

Interior

Na grande parte das quedas (cerca de 86%) os meteoritos apresentam o interior mais claro, semelhante a cor de cimento, com pequenos pontos de ferrugem (amarronzados), devido a oxidação em ambiente terrestre das partículas de ferro.

Na imagem ao lado, meteorito rochoso tipo condrito, Park Forest, perceba o interior mais claro e manchinhas de ferrugem no meteorito.
Imagem: Copyright © Meteorites Australia

As características acima citadas são válidas para a maioria dos meteoritos, que são os rochosos do tipo condrito. Nos meteoritos metálicos, segundo tipo básico mais comum, o interior apresenta-se completamente prateado como aço (mais informações no próximo item).
Lembre-se ainda: o interior dos meteoritos é compacto, ou seja, sem vesículas (buracos) como uma esponja

Presença de ferro e níquel

Como já dito, a grande maioria dos meteoritos contém ferro e níquel. Quando lixados, irão exibir o interior com pontinhos prateados (no caso da grande parte dos meteoritos rochosos), ou inteiramente prateado como aço (no caso dos meteoritos metálicos).
A quantidade de pontinhos prateados nos meteoritos rochosos varia de acordo com a quantidade de ferro destes meteoritos. Nos meteoritos metálicos o interior será sempre prateado, como aço. Vale ressaltar que o interior dos meteoritos metálicos não é cor grafite.

Veja as imagens abaixo, fatia do meteorito Patrimônio, rochoso do tipo condrito, com pintinhas prateadas, e outra fatia, do meteorito Campo del Cielo, do tipo metálico, com o interior inteiramente prateado como aço.

Presença de côndrulos

Como também já dito anteriormente, os meteoritos rochosos do tipo condrito são os mais abundantes.
Uma das características deste tipo de meteorito são os côndrulos, esférulas ovais ou elipsoidais de minerais. Os côndrulos estão presentes apenas nos meteoritos do tipo condrito, sendo que alguns poucos meteoritos deste tipo não apresentam côndrulos.
Os côndrulos podem ser ou não visíveis a olho nu. Em alguns tipos de condrito eles são muito bem definidos, como nos condritos tipo 3. Nos condritos tipo 4 já são bem definidos, chegando nos condritos tipo 6 os côndrulos são mal definidos.

Na imagem ao lado, meteorito condrito NWA 2892, um condrito tipo 3, com côndrulos bem definidos. Imagem: Copyright © Meteorites Australia

Exceções

Existem alguns meteoritos que não apresentam as características apresentadas acima (exceto a crosta de fusão, regmaglitos, forma indefinida). Estes meteoritos são bem raros e praticamente só são recuperados logo após a queda.

Acha que encontrou um meteorito?

Se você acha que tem um meteorito e já fez os testes acima, o primeiro passo é obter a sua autenticidade, lembrando que antes de enviar uma amostra é recomendável que entre em contato, às vezes com uma foto é possível dizer que não é um meteorito.

Se você acha que tem um meteorito mas ainda tem grandes dúvidas, clique aqui entre em contato conosco.

Para ter valor e ser reconhecido oficialmente como meteorito, o mesmo precisa ser submetido a uma análise em um laboratório autenticado, sendo que são poucos os laboratórios que fazem esse tipo de serviço em todo o mundo. No Brasil, o Museu Nacional faz esse serviço gratuitamente. Para que seja feita a análise você deverá, obrigatoriamente, enviar uma amostra de 100 gramas ou 30% do suposto meteorito (o que for menor) para o Museu Nacional-UFRJ, cujo endereço segue logo abaixo. Uma parte desta amostra tem que ficar depositada no Museu Nacional e uma outra parte da amostra  é utilizada para realizar as análises. É necessário analisar e estudar o meteorito no microscópio para que ele seja corretamente classificado.

ENDEREÇO PARA ENVIAR SUA AMOSTRA:

​Professora Maria Elizabeth Zucolotto
Museu Nacional / Setor Meteorítica
Quinta da Boa Vista-São Cristóvão
Rio de Janeiro-RJ
CEP:20940-040

MUITO IMPORTANTE: A análise não tem custo, mas é obrigatório enviar 100 gramas ou 30% do meteorito (o que for menor), caso contrário, não será feita a análise do seu suposto meteorito. 

Depois do estudo do suposto meteorito pela Instituição, se for mesmo um meteorito, ele será submetido à aprovação junto ao Meteoritical Society (Sociedade Meteorítica). Este comitê, que se reúne algumas vezes no ano, analisa os pedidos de aprovação de nomes, e ao ser aprovado, todas as informações do meteorito passam a constar na página do
Meteoritical Bulletin.  O nome dos meteoritos são dados de acordo com a cidade em que foram encontrados, ou a cidade mais próxima.

-Meteorwrongs 

Meteorwrongs são rochas que as pessoas pensam que são meteoritos mas que na verdade não passam de pedregulhos terrestres. Nos laboratórios de análises de meteoritos, para cada mil rochas analisadas apenas uma é de fato meteorito. O fluxograma abaixo é um interessante meio que elimina a maioria destes meteorwrongs. Use-o também antes de enviar sua amostra.

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