quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Entrevista com o fã e coleccionador: Felismino Alberto Costa Almeida

 
     Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.
Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Felismino Almeida: Chamo-me Felismino Alberto Costa Almeida (Berto, para os amigos), nasci em 1963, no Porto, onde ainda resido (Travessa da Ferreira 58- 1º andar) e trabalho em hotelaria, mais precisamente como empregado de mesa.
Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?Felismino Almeida: Desde muito novo comecei a ler banda desenhada; com os meus 7 ou 8 anos comecei a ler revistas da Disney  e tantas outras que os miúdos de 8 anos naquela altura liam. Já teenager, comecei a gostar das revistas do Mundo de Aventuras, Falcão, Tintin e Asterix, dos super-heróis e super-vilões da Marvel e da DC, Façanhas do Oeste,  e, claro, Zagor e Tex.
Quando descobriu Tex?
Felismino Almeida: O Tex surgiu na sequência de um assimilar de tudo o que era “cowboiadas” e destacou-se naturalmente  entre todos os outros.

Porquê esta paixão por Tex?
Felismino Almeida: Sinto uma empatia e afinidade com as personagens principais da série, a sua integridade, carisma, o facto de estarem sempre lá para os amigos e claro “viajo com eles” nas suas grandes aventuras.
O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?Felismino Almeida: As histórias têm grande dinâmica, acção continua e são bem estruturadas no enredo. O desenho é fiel à época, com grande detalhe, conseguem algo que poucos conseguem, dão-nos em papel a ilusão que a acção decorre em frente aos nossos olhos, as personagens saem do papel e ganham vida.
Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Felismino Almeida: Infelizmente, numa fase mais complicada da minha vida, ”fui obrigado ” a fazer dinheiro com a venda da minha colecção de BD, perdendo com isso a minha colecção do Tex. Com o passar dos anos direccionei o “gosto de coleccionar” para outras áreas, deixando para trás a BD, como tal neste momento, em papel tenho só umas dezenas de revistas (nenhuma do Tex), mas “mato o bichinho” com cerca de 700 revistas dos nossos heróis, que tenho digitalizadas no computador.
Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?Felismino Almeida: Gostava de ter algumas miniaturas das principais personagens.
Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Felismino Almeida: As minhas histórias preferidas são as que envolvem o incontornável arqui-inimigo do nosso herói, o maquiavélico Mefisto e o seu filho. Há no entanto uma outra que considero ser uma das suas aventuras mais originais, que é A Cidade de Ouro. Claro que escolher uma ou outra história entre dezenas e dezenas de autênticas obras-primas, é quase o mesmo que pedir a uma mãe que escolha entre 2 filhos
Embora todos eles sejam grandes profissionais nas respectivas áreas, algumas das minhas preferências dos artistas que nos fazem chegar esta obra de arte gráfica são no quesito desenho: V. Muzzi, Aurelio Galleppini, Repetto, E. Nicolò, G. Buzzelli (background do desenho algo escuro), Giolitti que sozinho tem mais atenção ao detalhe e expressões e a cores então é espectacular, José Ortiz – um pouco “noir“, V. Monti (não gosto de algumas histórias). Ainda nos desenhos não gosto muito de Diso, do trabalho em dupla de Galleppini e Muzzi (embora tenham um traço definido, pouca atenção ao detalhe), da dupla Giolitti e Ticci, de G. Letteri, apesar de gostar de algumas histórias e de G. Alessandrini.
Quanto às letras gosto de Nizzi, G. L. Bonelli, Nolitta e A. Segura.

O que lhe agrada menos em Tex?Felismino Almeida: A única coisa que me ocorre, é muitas das vezes a sua reacção a frases inofensivas ser partir logo para a violência.
Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Felismino Almeida: Nunca me encontrei com outros coleccionadores.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Felismino Almeida: Espero que os netos do meu neto, quando tiverem a idade que eu tinha quando comecei a ler a série, possam ir a um quiosque e comprar uma revista do Tex.

Prezado pard Felismino Almeida, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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